X-MEN – PRIMEIRA CLASSE

X-men First Class poster

Depois de dois episódios fraquíssimos (um era de Brett Ratner, estavam esperando o que?) a série X-MEN volta ao trilhos com esse X-MEN – PRIMEIRA CLASSE, tentativa de dar novo gás aos mutantes que já estavam com pouco poder de fogo nas telas.

Claro, é uma estratégia mais do que manjada dos estúdios dar um reboot em uma série depois do terceiro filme, mas no caso de X-MEN até faz sentido – resolveu-se agora mostrar como os mutantes mais importantes do grupo se reuniram, em especial Charles Xavier (James McAvoy) e Erik Lensherr (Michael Fassbender). Felizmente, meus maiores medos com relação a esse filme não se concretizaram: a produção é bem-acabada e não tem cara de coisa feita a toque de caixa (coisa que a Fox costuma ser especialista) e nem houve uma “crepusculização” da série (temor justificado depois que Taylor Lautner foi oferecido o papel de Fera, mas recusou).

Pelo contrário, esse episódio é até bastante maduro, já que concentra sua força em dois dos momentos históricos mais marcantes do século passado: o Holocausto (cena inicial do filme, retirada diretamente do primeiro X-MEN de Bryan Singer) e a Crise dos Mísseis de Cuba. Por mais que a primeira metade do filme às vezes se perca em seu próprio blá blá blá que não leva a muita coisa e existam cenas de camaradagem teen, Matthew Vaughn (vindo do odioso KICK-ASS) prefere acertadamente focar no bromance entre Xavier e Lensherr, não só porque a relação dos dois é de uma dinâmica muito rica, mas também porque McAvoy e Fassbender tem atuações bem mais inspiradas que o resto do elenco. Nota-se que algumas cenas entre os dois são cortadas abruptamente (em especial aquela em que jogam xadrez na escadaria do Lincoln Memorial), mas nada que uma versão estendida em DVD não resolva.

É impressionante como todos os filme da série X-MEN acabam de certa forma focando na origem de algum personagem (o primeiro a ênfase era na Vampira, o segundo era em Wolverine – que depois ganhou um filme inteiro pra contar sua história – e o terceiro era em Jean Grey). Em X-MEN – PRIMEIRA CLASSE tudo é uma grande história de origem, e o que poderia ser uma bengala para o roteiro acaba servindo como um deleite retrô, onde Vaughn faz deliciosas referências aos filmes de espião dos anos 60 (sem falar em pequenas homenagens a INSTINTO SELVAGEM e CIDADÃO KANE).

Mesmo não sendo tão bem realizado quanto X2 (alguns personagens desaparecem no meio do filme e alguns diálogos querem explicar demais toda a metáfora do “ser” mutante), o filme tem pelo menos três das melhores cenas de toda a série, além de participações especialíssimas que valem o ingresso. Uma grata surpresa.

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4 respostas a X-MEN – PRIMEIRA CLASSE

  1. Adorei “bromance”… assumo que fiquei esperando um beijo no fim do filme :p

    por favor… “edição estendida em DVD…”? DVD???

    DVD????

    Eu quero ver de novo o filme, achei ele até bem amarrado (e num pé de igualdade considerável a X2, visto que dormi neste aos 15 anos) e ele realmente se olharmos para cenas isoladas, o filme fica ainda mais fantástico.

    Eu fiquei com a impressão muito forte que esse filme é o “X-Men Origins: Magneto” rebatizado e com atenção maior ao Charles do que deveria haver no roteiro original. Talvez o nome “X-Men Origins” deva ter sido banido depois do filme do Wolverine.

    Mas, sério…….

    DVD????????????????

    • Anderson diz:

      Raphael: falei DVD pq ainda é o mais difundido, ora 😛 seu xiiita do BD! hehe Mas imagina o Michael Fassbender em alta definição… hehe

      Patricia: Acho que se o Magneto do McKellen voltasse no tempo e visse como ele ficou lindo, ele se pegava hehe

  2. Adorei o filme, achei tudo bem amarradinho e gostei de Nicholas Hoult como Fera (muito melhor do que Lautner). O problema foi parar de suspirar por Michael Fassbender…🙂
    Ele tem big shoes to fill, porque Sir Ian McKellen é simplesmente perfeito como Magneto. Mas acho que começou super bem (idem para McAvoy).

  3. hahaha, Anderson, ele agarraria Fassbender FÁCIL!🙂

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