BOM OU BOMBA? v.4

SE EU FOSSE VOCÊ (2006)

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QUEM GOSTA DIZ:

– Preenche um segmento do cinema nacional inédito depois da retomada: o mero filme de entretenimento, além da tão criticada “estética da fome”.

Tony Ramos e Glória Pires tem um timing perfeito para a comédia, e através de atuações cheias de nuances fazem realmente acreditar na troca de corpos.

– Com uma sequência de cenas inusitadas construídas através de ótimas piadas, é um dos filmes-símbolo do novo cinema brasileiro.

QUEM NÃO GOSTA DIZ:

– A premissa mais manjada das comédias – a troca de situações para gerar riso. E com direito a lição de moral no final.

Merchandising, closes a cada segundo, e atores globais: se eu quisesse ver “Zorra Total”, ligava a televisão.

– O filme não tem roteiro, tem esquetes.

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10 respostas a BOM OU BOMBA? v.4

  1. Raphael diz:

    Bom, não. ÓTIMO!

    E daí que são só atores globais? Isso é condição pra Globo Filmes distribuir e pro grande público ir ver o filme (quem diria, sucesso de bilheteria é importante, sim!) Merchandising e comédia com esquetes ao invés de cenas são altamente populares no mundo todo. O fato do filme ser nacional não acrescenta muito ao público geral (exceto a sensação de “eu moro/trabalho ali perto” pros moradores do Rio de Janeiro), deixando o filme num estilo bem parecido das comédias Hollywoodianas. As atuações principais são impecáveis e o modelo troca de corpos pra dar lição de moral é uma fórmula tão boa que o segundo filme conseguiu ser ainda melhor sem nos dar a sensação de ser apenas mais do mesmo (o que não deixa de ser).

    Um excelente filme, que mostra que o Cinema Nacional consegue ser tão bom quanto qualquer outro.

  2. marcela diz:

    eu gosto pq é filme que tem gente normal..que vai ao banheiro, chora e tudo mais….eu é que nao pago pra ver ET azul com rabo e nem papo cabeça…se eu quiser ver desenhos psicodelicos assisto a qq aula de desenho de pre-escola ou papo cabeça vou pra Travessa filar livros de graça na hora do almoço….rsrsrsrs…viva o riso facil…viva o cinema light!

  3. karine diz:

    Meia bomba. Deixei para ver esse filme na tv e até ri um pouco. O casal central está bem, até me impressionei com o Tony Ramos, mas NINGUÉM merece ver esse homem sem camisa.

  4. Rômulo diz:

    Bomba. Com força.

    Não vejo nada de normal com gente que vive num puta condomínio fechado de classe alta do Rio de Janeiro [se isso é normal, prazer, sou anormal].

    O filme parte de uma premissa bem batida, o que jamais poderia ser ruim por si. De certa forma, tudo parte de premissa batida. Mas Daniel Filho, esse GÊNIO, consegue tornar tudo muito ruim. Uma falta absoluta de senso estético [e não, não me refiro a estética enquanto sinônimo de beleza], uma montagem absurda de tão ruim e, pior de tudo, a direção de atores.

    Não entra na minha cabeça que as pessoas de fato achem que Tony Ramos e Glória Pires [A GLÓRIA PIRES, MEU DEUS] estejam atuando bem.

    Glória passa de uma mulher média [as in normal. Mas como me irritei com o ‘pessoas normais’ ali de cima, preferi não usar novamente. Ao menos não no mesmo sentido] para um machão que em momento algum era o personagem do marido.
    Tony passa de um homem médio para… o estereótipo de gay afeminado. Porque só isso explica o personagem de Glória Pires passar de uma mulher ok para aquela COISA que é quando é interpretado por Tony.

    Logo, chegamos ao ponto principal do filme: ele não é filme de crítica, não é filme de ‘estética’. A única coisa que poderia ser é filme de personagem. Mas os protagonistas [me refiro aos personagens] somem assim que trocam de corpos e dão lugar a estereótipos [e no caso de Tony Ramos, a um estereótipo incompreensível].

    Some-se a isso a trilha GENIAL de guto graça mello [um GÊNIO. GÊNIO] e pronto. uma bomba.

    Por outro lado, esse filme de fato mostra que o cinema nacional consegue ser tão igual ao cinema produzido em outras partes do mundo: consegue fazer coisas absurdamente ruins sem que isso signifique fracasso.

  5. Marcos diz:

    Um Bom ou Bomba? com Shakespeare Apaixonado seria bom né? Eu acho maravilhoso, mas a maioria do pessoal com quem converso acha superestimado.

  6. Raphael diz:

    Eu acho muito normal as pessoas que vivem em condomínios fechados no Rio de Janeiro. Convivo com alguns e dou aula pra vários.

  7. Raphael diz:

    O firefox tem problemas sérios. Aqui meu comentário inteiro:

    Viu, Rômulo? Estar no mesmo patamar do cinema internacional é um nível que muitos cineastas nacionais desejam (pois é muito mais fácil levar milhões de pessoas aos filmes estrangeiros), então muitos considerariam seu comentário uma justificativa pro filme ser bom.

    Eu acho muito normal quem mora em condomínio fechado no Rio de Janeiro. Tenho bons constatos com alguns e sou professor de vários (infelizmente não possuo essa sorte, mas não acho que retratar isso num filme seja uma ofensa, pois ele não é obrigado a mostrar a minha realidade).

    Achei bem interessante, na composição do seu texto, o uso de duas linhas de textos para justificar a troca de uma única palavra.

    Também acho bastante inválido usar opiniões gerais sobre cinema em obras de estilos diferentes. “Se Eu Fosse Você” nunca almejou as minúsculas salas da Rede Estação, mas sim as centenas de salas espalhadas pelo país todo, em áreas de classe baixa, média e alta. E acertou muito bem na fórmula: um filme curto, divertido, com piadas bem localizadas (algumas piadas de fato, contadas à mesa do churrasco por homens que seguram copos com bebidas alcóolicas, característica presente em todas as classes).

    Sempre vi o dinheiro e fortuna em “Se Eu Fosse Você” como uma forma fácil de resolver os problemas secundários do restante da trama.

    Pra finalizar sou muito mais propenso a rever incontáveis vezes os dois filmes da série (o segundo ainda melhor e mais caricato – por isso que é tão BOM) a sentar pra ver filmes de fome no nordeste ou polícia e bandido nas favelas. Pois esses, sim, cansam (e muito) a minha (pouca) paciência.

  8. Rômulo diz:

    ‘Pra finalizar sou muito mais propenso a rever incontáveis vezes os dois filmes da série (o segundo ainda melhor e mais caricato – por isso que é tão BOM) a sentar pra ver filmes de fome no nordeste ou polícia e bandido nas favelas. Pois esses, sim, cansam (e muito) a minha (pouca) paciência.’

    Até aí, somos dois. Com a diferença que não prefiro ver Se eu fosse você pelos motivos já citados.
    Nunca disse que os filmes sobre nordeste ou favela são bons por abordarem tais temas. E nem que é ruim, necessariamente, o fato de ser classe alta a representada no filme.

    Tira-se Cidade de Deus e Vidas Secas e pronto, não tenho interesse em mais nenhum dessas vertentes.

    E nem acho que caricatura é essencialmente problemática. [Taí Bastardos Inglórios que tem UM personagem complexo, de resto só tem caricatura e eu acho das melhores coisas.]

    O que me incomoda é a troca da natureza dos personagens. Glória deixa de ser ‘comum’ e passa a ser Tony Ramos interpretando um gay estereotipado. Tony Ramos deixa de ser ‘comum’ e vira um machão estereotipado.

    Logo, a graça do filme não está, de fato, nos personagens, mas no fato de serem Glória Pires e Tony Ramos interpretando estereótipos. Não vejo grandes diferenças entre esse e qualquer esquete de Zorra Total [posto que nem olho pra enquadramento o Daniel Filho tem]

  9. Raphael diz:

    Eu tô aqui desde que li o comentário tentando lembrar de alguma comédia boa, que faça as pessoas rirem, sem explorar pelo menos um estereótipo.

  10. Pra um domingo chuvoso, vai. Em qualquer outra situação, é dispensável!

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