BOM OU BOMBA? v.3

A VIDA É BELA (1997)

QUEM GOSTA DIZ:

– Apesar de parecer cômico, o filme é no fundo um grande tratado sobre melancolia e como todos são capazes dos atos mais absurdos para proteger aqueles que amam.

– O filme é uma fábula e deve ser visto como tal. O que Benigni faz é, numa estratégia ambiciosa e bem-sucedida, transformar a maior tragédia do século XX em alegoria para a superação de um pai em meio a adversidades.

– Com um assunto delicado, o filme é sobre como o espírito humano – com seus sonhos e esperanças – consegue prevalecer mesmo em meio a um cenário de total desolação.

QUEM NÃO GOSTA DIZ:

– No limite entre o mau-gosto e a afronta total, Roberto Benigni faz mais do que piadas com o Holocausto – ele tira sarro com o sofrimento daqueles que conseguiram sobreviver a ele.

– Transformando um dos maiores genocídios da história da humanidade em brincadeira de criança, o diretor mostra que não só desconhece muito sobre história, mas também sobre roteiro.

– A interpretação caricata de Benigni é incapaz de sutilezas, e sua atitude irônica permanece a mesma seja num luxuoso baile italiano ou num campo de concentração nazista.

E aí gente? A VIDA É BELA é BOM ou BOMBA???

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14 respostas a BOM OU BOMBA? v.3

  1. Nem bom, nem bomba, obra-prima [hahaha, de novo!]. Vou me limitar a contra-argumentar o que diz quem não gosta:

    “No limite entre o mau-gosto e a afronta total, Roberto Benigni faz mais do que piadas com o Holocausto – ele tira sarro com o sofrimento daqueles que conseguiram sobreviver a ele.”
    O filme não esconde a tragédia que foi o Holocausto, nem faz piada com quem passou por esse sofrimento; ele se sensibiliza com essas pessoas ao mesmo tempo em que mostra como são válidos os esforços de um pai buscando de toda a forma preservar a inocência, a alegria (e, enfim, a vida) do filho mesmo em meio a todo aquele horror.

    “Transformando um dos maiores genocídios da história da humanidade em brincadeira de criança, o diretor mostra que não só desconhece muito sobre história, mas também sobre roteiro.”
    Colocar toques cômicos em meio a um assunto importantíssimo não lhe tira a seriedade. E, mais uma vez, é o enredo que é uma comédia (bem dramática, no entanto); o filme, mais uma vez, nunca faz piada com quem passou por aquilo nem procura amenizar o Holocausto — considerar isso é tentar estender a abordagem do filme ao cenário histórico.

    “A interpretação caricata de Benigni é incapaz de sutilezas, e sua atitude irônica permanece a mesma seja num luxuoso baile italiano ou num campo de concentração nazista.”
    É tanto capaz de sutilezas que o amor pelo filho e pela esposa transborda a tela. Além de tudo, que ela se direcione ao caricato, vez por outra, é o que pede a história e o personagem.

    É injusto tentar inferir que seria covarde ou menos honrável que alguém tivesse uma atitude como aquela (de certa forma um escapismo, mas apenas superficialmente) em tal situação; afinal, o amor e o sentimento de proteção que alguém tem com seu semelhante (o pai com o filho, nesse caso) é capaz de ações das mais extraordinárias (isso, no sentido literal).

  2. Não consigo assistir. O meu horror ao Benigni é grande demais.

  3. Romulo diz:

    Rapidinho, volto depois. Só digo o seguinte: bomba. das piores representações possíveis da segunda guerra.

  4. karine diz:

    BOMBA. A idéia do filme é boa, não acho nada de mau-gosto nem piada com o holocausto. O problema é o Roberto Begnini que estraga tudo, argh, Sou da turma que acha a a atuação dele caricata, e não muito boa, claro que dá para notar a tristeza, o amor, etc, mas o resto é tão chato que supera as partes quase boas.

    Palhaço por palhaço acho que eu ia gostar mais se fosse o Renato Aragão no lugar dele. #prontofalei

    Fiquei com nojinho da palavra principessa depois desse filme.

  5. Luis Antonio diz:

    Bom.

    Concordo que Roberto Benigni é caricato em sua interpretação, mas o filme é belo, poético. Está tudo lá: o trágico, para que não nos esqueçamos do absurdo que mancha a nossa história, e o cômico, representanto o lado sádico e grotesco do nazismo.
    Abraços.

  6. naatalya diz:

    Bomba: fazer piada com isso não é legal. Fazer um filme comico sobre isso não é legal. Não recomendo, Se quiser ver bons filmes sobre nazismo escolha estes: casablanca, A lista de Schindler, O pianista, o resgate do soldado ryan…

  7. @erreoliveira diz:

    BOMBA… Ainda não superei o oscar que ele roubou do Brasil!

  8. dai diz:

    Olá, é meu primeiro comentário em seu blog, mas venho lendo há anos.
    Ah, não resisti: esse filme é muito BOMBA.
    Das piores e mais cretinas. Pois a ‘poesia’ é frágil, muito arrumadinha e orquestrada, falta uma pequena dose de espontaneidade. Além disso, o roteiro é fraco, a puxação de saco no final é explícita e desnecessária. E Benigni é muito, muito ruim.

    Abração e siga em frente com esse ótimo blog!

  9. Raphael diz:

    Nem bom nem bomba.

    Uma BOSTA mesmo!

  10. Tina Lopes diz:

    A Vida é Bela mas O Filme é Horrível.

  11. Patrick diz:

    MEGA BOMBA!

    deve ser um dos filmes mais insuportáveis ever, e fica ainda mais insuportável quando lembramos dos elogios e prêmios ( e o Oscar do Roberto Benigni…) que recebeu.

  12. Vinícius P. diz:

    Bomba, o filme que mais odeio, etc.

  13. carol diz:

    eu tenho boas lembranças da primeira vez que vi esse filme: praia com chuva = maratona cinéfila!!
    nunca revi, mas concordo que esse Benigni é um tanto histriônico

  14. CrMonteiro diz:

    Bomba, o filme que mais odeio… [2]

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