Bate-blog: Da crítica, do público e do prazer da festa

poster-oscar-2011“E a Academia passou a perceber isso, principalmente esse ano, por isso a lista de indicados é tão parecida com os filmes favoritos de tanta gente, inclusive das que não vão ao cinema para analisar a técnica do estilo de como o diretor queria o ângulo da câmera, mas apenas para se divertir.”

Senti isso bem mais ano passado, com UP!, DISTRITO 9, UM SONHO POSSÍVEL, AMOR SEM ESCALAS. Esse ano tem filme do Fincher, dos Coen, do Aronofsky, do Boyle [nhé], do O. Russel. A lista desse ano parece, a mim, um casamento maior entre público e crítica [Aronofsky e Coen com mais de 100 milhões, A REDE SOCIAL com trocentos prêmios E com mais de 200, A ORIGEM com críticas bem positivas e com quase bilhão de bilheteria]. Acho válido sim reconhecer quando o filme favorito das pessoas vai bem na bilheteria e não é uma completa porcaria. Mais que isso: acho obrigação. O problema é fazer isso por atraso – como a Academia tende a fazer. Ainda acho que A ORIGEM colhe sim os frutos de O CAVALEIRO DAS TREVAS [embora tenha alguns méritos próprios], acho que a indicação de UP! ano passado foi uma desculpinha depois da ignorada a WALL-E, acho que Firth ganhando Oscar esse ano se dará porque ano passado havia a obrigação de premiar Jeff Bridges.

Sobre a festa e a audiência, eu sempre gostei e não lembro direito desde quando assisto. Eu sempre gostei da festa em si, da entrega. Mas ano passado foi cansativa, sem nenhuma organização [ainda lembro de montagem e fotografia serem entregues sem frescuras maiores, quase sem discurso e um número de dez minutos pra apresentar trilha sonora]. Se o prêmio se predispõe a celebrar coisas não tão populares [direção de arte? fotografia? montagem? quem sabe o que são essas coisas?], então que dê atenção devida a elas, não as use só para constar.

E acho que é consenso que se TOY STORY 3 levar [sonho meu], todos ficarão felizes, não é [menos aqueles que dirão que animação já tem sua categoria e blábláblá. Se certos filmes indicados tivessem metade da profundidade dramática de TSIII, acharíamos tudo mais gostoso]?

P.S: Raphael, dê chance ao menos para a Winslet de BRILHO ETERNO. Por mais que Kaufman tenha virado egotrip [alô SINÉDOQUE], ela, nesse filme, é sempre interessante.

Rômulo

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2 respostas a Bate-blog: Da crítica, do público e do prazer da festa

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