Bate-blog: Da sutileza que se passa por obviedade. E da obviedade que se passa por sutileza

fincher_facebookSobre os prováveis ganhadores do Oscar, talvez o que mais me irrite seja O DISCURSO DO REI. Não que o filme seja uma completa porcaria como era o CRASH do Paul Haggis, mas por surgir como surpresa em um ano cuja obviedade era mais do que simplesmente agradável, era uma prova da capacidade de a academia premiar alguém por um filme grandioso: David Fincher e A REDE SOCIAL. Não me conformo que o corretinho óbvio de Tom Hooper seja visto como sutileza. Não me conformo que a sutileza fina de Fincher seja vista como ausência de estética – algo que surge quando se compara A rede… com os filmes anteriores do cineasta. Não sei, sinto que é um erro monstruoso premiar praticamente qualquer coisa de O DISCURSO DO REI. Acho que Colin Firth vai pegar seu prêmio por O DIREITO DE AMAR, acho que Bonham-Carter foi indicada simplesmente por não ser um exagero completo, Geoffrey Rush, pelo respeito adquirido. Como disse um amigo, porque os Weinstein não resolveram promover uma surpresa ano passado, quando tinham, de fato, um filmão?

Eu torço para que A REDE SOCIAL ganhe [posto que acho que CISNE NEGRO está fora da disputa]. Mas duvido que aconteça.

Sobre os diretores em si, acho que Christopher Nolan é sim um diretor interessante, mas não consigo achar nada demais em A ORIGEM. Acho que o filme todo caminha só para ser uma montagem paralela [bem feita, até, convenhamos. As cenas de ação do terço final do filme são muito genéricas e se tornam até interessantes por serem consequentes, umas às outras], não gosto de Ellen Page fazendo a bula do filme. Gosto muito de O CAVALEIRO DAS TREVAS e acho que, ali sim, deveria haver lamentação por Nolan não ter sido indicado, não agora.

Acho que terem indicado Aronofsky e Fincher pelos filmes que fizeram remete às indicações de PTA e dos Coen [guardadas as especificidades de cada ano], principalmente no que toca a CISNE NEGRO e SANGUE NEGRO, filmes nos quais vejo um mesmo tipo de exagero de realização, por parte de seus diretores.

Em relação aos melhores de 2010, minha lista completa está aqui, mas seguem apenas do títulos. Lembro que levo em conta o lançamento no Brasil:

a-serious-man-still1 – Um homem sério
2 – A rede social
3 – Toy Story 3
4 – O escritor fantasma
5 – Ilha do medo
6 – Onde vivem os monstros
7 – Como treinar seu dragão
8 – À prova de morte
9 – A estrada
10 – O direito de amar

Rômulo

Bate-blog #4 – O Rei vs. o Facebook

Bate-blog #3 – You’re my queen. Inception, you’re my dream.

Bate-blog #2 – Sobre Nolan e um pouco de Yates

Bate-blog #1 – O Cinema em 2010

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