Rapidinhas

inverno da alma– INVERNO DA ALMA: Mais um representante do “neo-realismo americano”, com sua população de rednecks pobres. Esse é um gênero de filme que tem ser tornado bastante popular no meio do cinema independente dos EUA, mas o que coloca INVERNO DA ALMA um degrau acima é a estética orgânica dada pela diretora Debra Granik para os dramas dos personagens, todos eles com um algum parentesco mas sempre pensando nos seus próprios problemas primeiro. Certas vezes o filme adquire um ar de tragédia grega, graças especialmente a Jennifer Lawrence em papel-revelação e ao restante do elenco principal, muito dele formado de atores não-profissionais. A cena do lago é um dos grandes momentos do ano – por mais repulsiva que chega, não conseguimos deixar de ver.

I-Am-Love poster– I AM LOVE: Existe algum papel em que Tilda Swinton não consiga ser menos que brilhante? Nesse sofisticado melodrama italiano, ela vive uma matriarca de uma rica família de Milão que se descobre vivendo um amor proibido. Mas é tão mais que isso, e no meio de citações cinematográficas refinadas (Hitchcock, Visconti), o filme diz mais pelo que é simplesmente presumido através das imagens, por mais que o enredo chegue muitas vezes às raias do melodrama. Apesar de todo o elenco ser fantástico, o show é de Swinton: com alguns poucos diálogos (em italiano com sotaque russo!) no filme inteiro, ela consegue expressar desde a dor da morte ao prazer do êxtase sexual de maneira extraordinária.

tron o legado– TRON – O LEGADO: O filme é um grande videogame e o visual é tudo. Com um fiapo de história que serve apenas de desculpa para cenas de ação delirantes (especialmente se assistidas em 3D), dá pra desligar o cérebro e se divertir. No meio de algumas referências cristãs e de um Michael Sheen louquíssimo, vale a presença de Jeff Bridges menos na sua versão com botox computadorizado e mais na versão realista mesmo, em que ele parece estar se divertindo – algo como um Lebowski 2.0.

exit-through-the-gift-shop-banksy-poster– EXIT THROUGH THE GIFT SHOP: Mesmo não sabendo onde termina a fidelidade e começa a ficção, esse documentário questiona de forma divertida a natureza da arte contemporânea através da “street art” e de seus principais nomes, em especial Banksy e a figuraça que é Mr. Brainwash. O próprio filme é um exercício de metaficção, e poderia estar sendo exibido em meio às instalações de pós-pos art que são mostradas na tela. Se Banksy é um gênio ou um apenas um embuste, só o tempo dirá.

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