Rapidinhas – filmes

ToyStory3TOY STORY 3: E a Pixar fez de novo. TOY STORY 3 é a mais nova obra-prima do estúdio, concluindo o que parece ser a melhor trilogia da história do cinema. Me parece sintomático que numa época em que as identidades encontram-se tão objetificadas e há um imenso fetiche pela mercadoria, que sejam bonecos de plásticos os melhores personagens a debater questões essenciais da existência: amizade, abandono, amor e morte. O último filme tão profundo como esse que assisti foi SINÉDOQUE NOVA YORK – mas TOY STORY 3 acaba ganhando de Charlie Kaufman, porque além de tudo é muito engraçado.

The Wolfman poster1O LOBISOMEM: Devaneio vitoriano da Universal, tentando começar um novo nicho: remake dos seus clássicos filmes de monstro. Em termos de produção, é uma arraso: fotografia de cair o queixo, direção de arte absurda de tão linda, e trilha de Danny Elfman fazendo homenagem ao DRÁCULA de Coppola. Contudo, Joe Johnston parece não ser capaz de construir uma única cena de suspense convincente, e mesmo o ótimo elenco parece todo atuar no automático.

shrek-para-sempre

SHREK PARA SEMPRE: Não chega a ser tão ruim quanto o terceiro, mas mesmo assim esse capítulo (que tomara que seja mesmo o último) da série da Dreamworks é bem fraquinho. A ideia de um presente alternativo é ótima, porém mal-explorada. O protagonista perdeu todo o carisma dos dois ótimos primeiros filmes e a história se arrasta. Algumas piadas salvam do desastre total, mas ainda assim é triste ver uma série que começou tão bem terminar tão pouco criativa.

greenberg-posterGREENBERG: Noam Baumbach é da mesma escola de direção de Sofia Coppola e Wes Anderson: um apreço por personagens esquisitões, nem sempre carismáticos, apresentados como deslocados, mas sempre buscando um sentido para sua vida. Em seu terceiro longa, Baumbach tem como protagonista um cara que acabou de sair de uma clínica psiquiátrica e acaba se envolvendo com uma moça frágil e também problemática. O elenco está todo excelente (Ben Stiller em ótima atuação, a atriz do momento Greta Gerwig, o sempre ótimo Rhys Ifans) e a sutileza dos diálogos de Baumbach alcança os níveis de perfeição de A LULA E A BALEIA. Um filme de poucos acontecimentos, mas todos eles extremamente importantes.

disturbios-do-prazer-posterDISTÚRBIOS DO PRAZER: Deprê até o osso, esse filme de Johan Renck (vindo do videoclipe) se inspira na história real de uma mulher (Maria Bello) que, instatisfeita com a vida infeliz ao lado de um marido distante (Rufus Sewell), acaba se envolvendo com um homem pra lá de insano (Jason Patric) que conhece na internet. É daqueles filmes em que as atuações são ótimas e o visual é metade do espetáculo (fotografia do papa Christopher Doyle, pegando pesado no clima ‘anomie suburbana’), mas o exagero pra deixar tudo mais depressivo possível acaba deixando o espectador distante.

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