Rapidinhas

antichrist-poster– ANTICRISTO: Infelizmente, a nova obra de Lars Von Trier não dá certo nem como cinema nem como polêmica. Muito se fala que o cinema do diretor (assim como o de Tarantino, por exemplo) segue regras próprias que nem sempre condizem com a realidade. Pra mim, isso é uma experiência fascinante que rendeu filmes brilhantes (DOGVILLE e DANÇANDO NO ESCURO, por exemplo). Só que em ANTICRISTO, esse estilo contrasta e muito com algumas atitudes do casal protagonista – o que deveria construir uma aura de mistério e horror apela para o grotesco psicologizante, com explicações rasas sobre qual seria a causa da loucura que toma conta da mulher (Charlotte Gainsbourg) na cabana no meio da floresta. A sequência inicial realmente é muito bonita (parece um clipe de Sigur Rós), mas é pena que o resto do filme não esteja à altura. O personagem de Willem Dafoe é irritante e maniqueísta, sendo uma espécie de investigador do inexplicável. Quando ele contra a ‘chave’ para o mistério, é uma grande decepção – a não ser que alguém ache uma tese de doutorado pode levar uma mulher a cortar o clitóris com uma tesoura enferrujada. Lars Von Trier tenta fazer um JOGOS MORTAIS ‘cabeça’, mas decepciona.

bruno-poster– BRÜNO: Mesma fórmula de BORAT, num filme muito melhor. Se por um lado temos as mesma variações de “olhem como esse americano é idiota”, por outro lado as piadas e a crítica ao mundo da moda, às celebridades e à homofobia são direto ao ponto. A entrevista com o pastor que promove a cura do homossexualismo é inacreditável, assim como a passagen de Bruno por talk-show estilo “Márcia”. Mas nada prepara o público para o final redentor, com direito a luta livre e música-tema com ídolos do pop.

hangover-poster– SE BEBER, NÃO CASE: Apesar de algumas piadas bem sacadas (a do RAIN MAN é muito boa!) e da estrutura de ‘suspense às avessas’ do roteiro, cansa muito rápido. Na milésima cena de “olha só o que fizemos quando estávamos bêbados”, nos resta perguntar se o filme é só isso. E pelo visto é. Aliás, quem ainda aguenta filmes de homens americanos adultos se comportando como crianças? Judd Apatow pelo menos usa temática com algum talento.

drag-me-to-hell-poster– ARRASTE-ME PARA O INFERNO: Vi com muito medo, mas também me diverti. Antes de mais nada, é uma excelente estratégia usar um filme de terror como forma de interpretar a crise econômica dos EUA – o filme já tem uma longa vida na seara dos estudos culturais. Adorei que as cenas nojentas são também as mais engraçadas. E o final é uma pérola do sarcasmo.

Advertisements
Esta entrada foi publicada em 24 quadros por segundo. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s