Deixe Ela Entrar

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Adoro tudo que envolve vampiros. Como um dos principais símbolos do gênero gótico, a mitologia vampiresca (mesmo que criada há séculos atrás) sempre permanece contemporânea e usada para as mais diferentes questões – desde a questão da alteridade, passando pela crítica social até chegar obviamente ao terreno do sexual. O mais interessante é que por mais que se tenha todo um arcabouço de lendas por trás dos vampiros (cruzes, espelhos, alho, morcegos), essas características são bem flexíveis, fazendo com que certas regras sejam mudadas de forma bem criativa (como o sangue do vampiro ser usado como droga na série de TV “True Blood”) ou decepcionante (vampiros que andam sob a luz do sol na série de livros/filmes “Crepúsculo”).

O mais recente representante de histórias vampirescas no cinema é o filme sueco DEIXE  ELA ENTRAR, que causou furor ano passado desde círculos de filmes de arte até grupos de geeks. Não era pra menos: além de ser visualmente um dos filmes mais belos dos últimos anos, o roteiro consegue balancear perfeiamente uma inocência infantil com um terror brutal.

DEIXE ELA ENTRAR conta a história  do menino Oskar, que vive uma existência solitária no que  parece ser o lugar mais frio do mundo. Além disso, o garoto ainda sofre nas mãos dos perversos ‘bullies’ da escola, que atazanam sua vida. Oskar parece encontrar alguma paz quando uma menina de sua idade se muda para o apartamente vizinho. A jovem Ellie parece ser tão solitária quanto ele e os dois logo começam uma amizade que caminha para a realização de um amor infantil. No entanto, Ellie não é o que parece. Digamos que ao invés dos doces oferecidos por Oskar, ela prefere uns pescocinhos.

Antes de mais nada, DEIXE ELA ENTRAR é um grande filme sobre a solidão. O encontro de almas (ou falta delas) de Ellie e Oskar parece ser o único alento num mundo inóspito e gélido. A fantástica fotografia realça isso, com suas luzes brancas e suas câmera estáticas, que mesmo nos momentos mais carinhosos parece deixar parecer que algo terrível está para acontecer. E até uma das principais dúvidas do filme (Ellie realmente gosta de Oskar ou está apenas usando o menino para ser  seu servo?) acaba tendo pouca importância diante da ternura mórbida que envolve  os personagens, vividos por atores-mirins excelentes.

A tão comentada ‘cena da piscina’ merece todos os superlativos que vêm sendo atribuídos a ela. Dificilmente verei esse ano algo tão bem filmado e impressionante.

O remake norte-americano é claro que já está a caminho. Resta torcer que não trilhe o caminho da ‘estupidificação’ dessa pequena obra-prima.

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4 respostas a Deixe Ela Entrar

  1. Fred Burle diz:

    Faz um tempo que estou querendo ver esse filme.
    Não sei se vou aguentar esperar a estréia…

  2. Thiago diz:

    “Não sei se vou aguentar esperar a estréia” é o tipo de comentário que eu não entendo. É uma ameaça de pirataria ou um suícidio anunciado ????

  3. Eu tinha visto somente cinco minutos de filme. Já que há feriado nesta semana e eu provavelmente emendarei no dia seguinte, sexta-feira, vou vê-lo por completo.

    • Anderson diz:

      Fred: Esse filme é mto bom pra esperar pra passar no cinema. Apesar de q qdo estiver no cinema quero ver de novo pq o visual é divino.

      Thiago: Imagina se o Fred ia se matar! hehehe Se bem os produtores do filme talvez preferissem isso a um download ilegal hehe

      Alex: Veja hoje! É bom demais!

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