Rapidinhas

STAR TREK

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Divertidíssimo filme-pipoca que nem abusa da paciência do espectador e nem se afunda em todas as referências que o universo trekkie poderia proporcionar. O que mais me surpreendeu aqui foi o talento do elenco jovem. Esperava algo “Malhação”, mas o carisma de Chris Pine, Zachary Quinto, Zoe Saldana e Anton Yelchin (excelente!)tornam os personagens só deles, especialmente no caso de Quinto, que tem Leonard Nimoy no mesmo filme fazendo o papel que é seu de direito – Spock. As cenas de ação são muito boas e e até a trama de viagem no tempo, mesmo sendo rocambolesca, não atrapalha o desenvolvimento. Assim como em MISSÃO IMPOSSÍVEL 3 (que não é tão bom quanto esse aqui), percebe-se que J.J. Abrams leva sua história a sério, não deixando a auto-paródia e o senso de ridículo entrar nem por um segundo (especialmente no caso do vilão de Erica Bana, que poderia tão facilmente se tornar uma caricatura). Isso não quer dizer que o filme não tenha humor – dos poucos Star Trek’s que vi, esse talvez seja o mais leve, mas nem por isso trivial. Mil oportunidades ótimas estão abertas para futuros filmes.

A MULHER INVISÍVEL

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Começa bem fraquinho: Selton Mello parece que quer imitar Jim Carrey com suas caretas, Luana Piovani aparenta ser só mais uma gostosona digna das pornochanchadas e Vladimir Brichta indica que vai ficar só no papel ingrato do ‘amigo do protagonista’. À medida que avança, porém, cada um vai achando seu estilo (inclusive a história) e a própria idéia de uma ‘mulher imaginária’ (acho que ‘invisível’ não é o termo adequado) vai se abrindo para outras possibilidades. Luana Piovani está bem divertida, e Vladimir Brichta tem uma virada surpreendente no seu personagem. A história da vizinha (vivida por Maria Manoella) é interessante, mas se estende demais em vários desdobramentos rocambolescos. Diverte, mas nada marcante.

EU TE AMO, CARA

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Mais um da escola ‘Judd Apatow‘ de cinema. Esse é o que leva mais longe a idéia central de todos os filmes de Apatow – o conceito de ‘bromance’, a relação de amizade entre dois homens que em alguns filmes lidado de forma  ótima (como em SUPERBAD), em outros beira o misógino (como em LIGEIRAMENTE GRÁVIDOS). Aqui funciona muito bem, principalmente porque Paul Rudd com sua cara de “quero colo” e Jason Segel (que tem toda a pinta de ator dos anos 80) tem um ótimo timing. As referências a filmes (de CHOCOLATE a DE VOLTA PARA O FUTURO) são hilárias, e surpreendentemente a linha tênue entre o relacionamento ‘macho’ e ‘gay’ é trabalhada de forma madura. Só achei que algumas piadas foram estendidas demais (as tentativas idiotas do personagem de Paul Rudd parecer ‘cool’ foram engraçadas só na primeira vez) e alguns personagens ótimos (Lou Ferrigno!) poderiam ser melhor explorados.

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