Fotógrafos: Herb Ritts

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Reconhecido como o fotógrafo das celebridades, Herb Ritts era famoso por realçar a beleza de qualquer pessoa nas imagens que criava. No entanto, seu trabalho é mais do que isso: seja buscando uma estética de beleza clássica ou brincando com a atmosfera mítica daqueles que clicava, Ritts sempre revelava um lado das pessoas mais fotografadas do mundo que nunca havíamos visto antes. Meus trabalhos favoritos do artista você vê clicando abaixo e, como sempre, com fotos NSFW.

(Acima: O fotógrafo Herb Ritts e duas famosas fotos suas: as supermodelos Stephanie, Cindy, Tatjana, Naomi e Christy; e o nadador Greg Louganis).

Uma característica que diferenciava Herb Ritts de outros fotógrafos é que ele realmente ficava amigo das celebridades, e por muitas vezes elas exigiam ser fotografadas apenas por ele. Assim sendo, existem séqüências de fotos ótimas com a mesma estrela. Por exemplo, adoro um ensaio super-criativo que ele fez com Michelle Pfeiffer (para a Rolling Stone, se não me engano) em que ela encarnava figuras históricas do cinema. Às vezes é quase impossível reconhecer a atriz disfarçada de Louise Brooks, Clark Gable e Eliza Doolittle (a protagonista de MY FAIR LADY, antes e depois do makeover).

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Outra que se tornou grande amiga de Ritts foi Madonna, que afirmou mais de uma vez que ele era seu fotógrafo favorito. Dos vários trabalhos que fez com a cantora, meus favoritos são aqueles presentes nos álbuns dela. A começar pela capa de True Blue, a mais bonita de todos os discos de Madonna.

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Outro trabalho famoso ao lado de Madonna foi o ensaio fotográfico que foi capa da revista Interview e também usado no encarte do Immaculate Collection. Quem tem/teve esse disco em vinil como eu (com as fotos grandes) sabe da beleza das imagens. Foi uma das personas mais famosas de Madonna e que marcou muito sua imagem no início dos anos 90.

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Outra foto muito boa é aquela tirada logo após a histórica apresentação de Vogue no MTV Awards de 1990, com Madonna encarnando uma Maria Antonieta assanhada.

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Trabalhando com modelos, a favorita de Ritts era a francesa Laetitia Casta, certamente uma das melhores mais lindas dos últimos tempos. O fotógrafo usou e abusou de sua sensualidade latente, especialmente em uma comentadíssima capa da Rolling Stone em que a moça aparecia totalmente nua.

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Ritts fotografa Laetitia Casta pela segunda vez no deslumbrante Calendário Pirelli de 1999 em uma de suas mais criativas edições. Nele, cada mês do ano tinha a imagem de uma modelo representando um look sexy de cada década do século XX. Laetitia representou a década de 50, com um visual pin-up de babar.

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Nesse mesmo calendário, outra foto maravilhosa é a da modelo Alek Wek, que representava a mulher sexy da primeira década do século XXI – gosto do fato de a modelo ser negra e de a sua sexualidade vir de uma pose que representa poder, quase superioridade.

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Essa, no entanto, não foi a primeira vez que Ritts trabalhou com o Calendário Pirelli. Na edição de 1994, o fotógrafo tinha como tema “Elogio às Mulheres”, e essa talvez tenha sido a edição mais sensual do calendário. Trabalhando numa linha tênue entre “calendário de borracharia” e “fotografias artísticas”, Ritts realizou um trabalho que é reconhecido como um dos seus melhores. Enquanto a capa trazia Helena Christensen (que depois trabalharia no clipe Wicked Gameclipe favorito #27 – dirigida pelo mesmo Ritts) e sua hipnotizante beleza, o interior trazia Kate Moss, Cindy Crawford e cia em fotos pra lá de calientes. A foto mais famosa de Crawford, aliás, é desse calendário.

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Com Cindy Crawford, o fotógrafo também fez um divertido porém controverso ensaio fotográfico para a Vanity Fair ao lado da cantora K.D. Lang. As fotos mostram a modelo em poses sexy fingindo barbear Lang – e como a cantora é assumidamente lésbica, os puritanos já meteram o malho. Pura ignorância, porque as imagens além de lindas são extremamente irônicas.

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Ainda para a Vanity Fair, Ritts fez trabalhos que transpareciam uma simplicidade latente, mas cujo objetivo principal sempre era a criação/estabelecimento de uma imagem icônica. Como habitué das Hollywood Issues, duas das minhas imagens preferidas são Kim Basinger nua (mas o que mais gosto é da expressão em seu rosto) e o trio feminino todo-poderoso de Hollywood no início dos anos 90: Michelle Pfeiffer (novamente), Jodie Foster (em pose butch) e Meg Ryan (pré-inchamento de botox).

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Herb Ritts também foi a mente criativa por trás dos anúncios de Calvin Klein com Marky Mark (hoje Wahlberg) que marcaram época. Muitos hoje vêem esse anúncios como os primeiros a mostrar o homem como fetiche sexual da mesma forma que as mulheres sempre foram vistas pela publicidade.

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Outro que teve a sorte de ser fotografado várias vezes por Herb Ritts foi o então jovem modelo Djimon Hounsou (bem antes das indicações ao Oscar). Ritts usa o corpo de Hounsou como tela para explorar idéias das mais inusitadas, mas o resultado é sempre fascinante. O fotógrafo ainda trabalharia com Hounsou no clipe de Love Will Never Do de Janet Jackson.

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As fotos com Djimon Hounsou foram a exploração condensada de dois temas muito presentes no trabalho de Herb Ritts: a beleza masculina como forma artística e a representação da África como lugar de força e tradição.

O primeiro tema é muito bem explorado em dois livros do fotógrafo: Work e Duo. Fotografando modelos, dançarinos e halterofilistas, Ritts tem muito interessante em mostrar o corpo masculino em movimento, de onde brota uma sensualidade natural.
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As fotos desses livros também um forte apelo homoerótico, seja em uma representação de ideal de beleza quase grego,

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ou até mesmo numa auto-referência a calendários de borracharia, só que dessa vez sendo o mecânico o símbolo do fetiche.

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Por outro lado, o grande interesse de Herb Ritts pelo continente africano culminou no deslumbrante livro Africa, em que o artista busca contrapor a beleza e a força de seus habitantes com a vasta desolação do lugar.

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Herb Ritts morreu de AIDS em 2002 e o seu último trabalho foi um ensaio com Ben Affleck para a Vanity Fair.

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As fotos de Ritts permanecem como um trabalho de intensa beleza, capazes de transformar qualquer um (de celebridades a pessoas comuns) em ícones.

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3 respostas a Fotógrafos: Herb Ritts

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