Meme: Vilãs (classe-média) do cinema

O Cine Vita e o Cine Resenhas recentemente me convidaram para um meme de ‘maiores vilões do cinema’. As escolhas deles foram muito boas e eu citaria basicamente os mesmos nomes. Portanto, resolvi colocar aqui vilões bem específicos – na verdade vilãs: mulheres de filmes de humor negro, com um background bem classe média, que na verdade assustam mais porque poderiam ser aquela nossa vizinha que vem pedir uma xícara de açúcar. Mesmo sendo ruins que nem cascavel, essas figuras sempre são patéticas e chegam a despertar, no final de tudo, até uma certa empatia.

Tracy Flick (ELEIÇÃO)

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Será que ninguém mais dá valor a esse filme além de mim? O melhor filme de Alexander Payne e a melhor atuação de Reese Witherspoon. Tracy Flick é uma das grandes personagens do cinema recente e uma vilã de primeira. Na verdade, ela apenas se esforça ‘demais’, e sua natureza obsessiva (assim como Payne usar uma típica high school como metáfora dos EUA) acaba colocando o público contra ela, mesmo embora não faça nada de errado (inicialmente).

Beverly Sutphin (MAMÃE É DE MORTE)

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Outro filme também esquecido que merece tudo e muito mais. John Waters acha um meio termo entre sua loucura camp e o mainstream nesse clássico do humor negro. Kathleen Turner em sua última grande atuação no cinema – a dona-de-casa capaz de tudo para manter a integridade de sua vida WASP.

Suzanne Moretto (UM SONHO SEM LIMITES)

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Que saudade DESTE Gus Van Sant! A primeira grande interpretação de Nicole Kidman, a ambiciosa Suzanne Moretto é maléfica mas um tanto triste, fazendo as maiores falcatruas para buscar sonhos tão pequenos.

Regina George (MENINAS MALVADAS)

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A líder das ‘plastics’ interpretada com verve por Rachel McAdams coloca a boazinha Lindsay Lohan no bolso. Com seus diálogos maravilhosos (cortesia de Tina Fey), é a vilã que amamos odiar (ou vice-versa).

Alex Forrest (ATRAÇÃO FATAL)

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Mais do que um personagem, uma ameaça à masculinidade dos anos 80. Glenn Close, eu sua personagem mais marcante, é o símbolo-máximo da loucura da classe média, mesmo que se interprete que Alex na verdade é fruto de um temor masculino de que as mulheres um dia decidam fight back.

Phyllis Dietrichson (PACTO DE SANGUE) 

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‘Malvada’ é pouco pra essa daqui. No clássico noir de Billy Wilder, Barbara Stanwyck vive a epítome da viúva negra que trama com um corretor de seguros a morte do marido. Aula de cinismo (que depois Kathleen Turner repetiria no delicioso pastiche CORPOS ARDENTES).

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