Marvel: quando os super-heróis se encontram

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A Marvel, que em sua empreitada no cinema parece ter sido muito mais esperta que a DC, agora tem um quase estúdio que controla a produção de seus filmes. Ao invés de apenas vender os direitos de suas obras, agora eles também têm o controle criativo.

E pelo visto, uma das primeiras estratégias da Marvel no cinema é fazer com que seus filmes de super-herói (que estão sendo produzidos em escala quase industrial) sejam relacionados uns com os outros. A cena depois dos créditos de HOMEM DE FERRO foi o primeiro indicador disso. Agora, surgem outros fatores que servem de sinal para esse caminho que a Marvel parece interessadíssima em trilhar.

No mesmo HOMEM DE FERRO, por exemplo, há uma cena rápida em que é possível ver o escudo do Capitão América no laboratório de Tony Stark. O filme do Capitão América parece algo inevitável, e algumas semanas atrás surgiram boatos de que Matthew McConaughey estaria sendo sondado para o papel.

Depois, falou-se que há um momento no filme do HULK (que estréia em breve) em que é mencionado um experimento do exército americano no desenvolvimento de super-soldados que acaba sendo responsável pela criação do Capitão América. Assim, de certa forma, cria-se a possibilidade de um filme da S.H.I.E.L.D. ou uma produção em conjunto de dois super-heróis.

Por mais que todos os geeks de plantão amem a idéia, e eu acho na teoria algo ótimo, acredito que na prática essa junção de histórias de super-heróis acabaria por enfraquecer não só as narrativas como também os personagens. Assim como as séries como HOMEM ARANHA, BATMAN e SUPERMAN se enfraqueceram depois do terceiro filme, apelando para dois ou três vilões por produção, acredito que colocar dois ou três heróis vai ser uma estratégia para a qual os estúdios vão apelar apenas para ter lucro fácil ou quando o  público perder o interesse nas histórias.

Além do mais, como fica a série original do super-herói quando ele participa de outra série? A possibilidade de um filme da Liga da Justiça, por exemplo, abre a possibilidade de uma confusão parecida com a que ocorre nos quadrinhos, em que existem 20.000 Batmans diferentes, cada um com a sua storyline. E como se resolve isso? Com um filme da “Crise das Infinitas Terras?”

Só espero que, se essa comunhão de heróis vier mesmo a ocorrer, seja algo muito bem escrito e especialmente bem dirigido, longe de Michael Bays e Brett Ratners da vida.

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