O Retorno de Sheryl Crow

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Sheryl Crow é uma das minhas artistas preferidas. Desde que surgiu com “All I wanna do” nos anos 90, sua mistura de folk, pop e rock é uma das mais inventivas da música americana, na maioria das vezes bem superiores que outros nomes que tentam o mesmo efeito (Bruce Springsteen, hello?). Além disso, Sheryl abriu as portas da mídia para uma geração de artistas que fugiam de um estigma feminino baseado apenas na sexualidade, como Madonna. Assim, artistas como Jewel, Dixie Chicks, Sarah MacLachlan e outras conseguiram mais atenção na esteria do suceso de Sheryl.

Seus três primeiros discos são indispensáveis: o primeiro TUESDAY NIGHT MUSIC CLUB traz além de “All I wanna do” a maravilhosa “Run Baby Run” (que tem uma das melhores frases de abertura da música pop). O segundo, chamado simplesmente SHERYL CROW, é mais pop, mas com melhores letras. Tem “If it makes you happy” (it can’t be that baaaaaaaaaad) e a inesquecível “Home“. O terceiro, THE GLOBE SESSIONS, talvez seja seu melhor disco – mistura folk e rock de uma maneira orgânica, e consegue deixar triste e feliz ao mesmo tempo. A faixa “My Favorite Mistake” é das mais simples e melancólicas de Sheryl.

Depois vieram dois discos fracos (CMON CMON e WILDFLOWER), o fim do relacionamento com Lance Armstrong e um câncer de mama. Agora Sheryl está de volta à boa forma com DETOURS, onde o estilo folk-sy de seu primeiro disco dá as caras, mas com letras bem mais maduras. Isso se dá primeiramente pelo retorno de Bill Bottrell, o produtor de TUESDAY NIGHT MUSIC CLUB. Depois de mil polêmicas e brigas depois do sucesso do disco, tentando achar quem era o verdadeiro gênio por trás das canções, o produtor e a cantora fizeram as pazes.

Mas na temática, Sheryl está mega-engajada. Eu estava morrendo de medo que ela virasse uma eco-chata, mas as músicas de DETOURS pelo menos mostram um lado preocupado com a natureza e outro bem irônico – não é para pregar, é para fazer pensar de uma forma divertida. Também há críticas a Guerra do Iraque e o retrato de Nova Orleans depois do Katrina. E claro, também há muitas canções sobre break-up, a especialidade de Sheryl.

Numa estratégia de marketing pouco comum para artistas mega-populares, a cantora também lançou um clipe oficial como primeiro single e outros clipes mais simples para mostrar as canções novas, tudo no YouTube. Assim, dá pra ouvir a super-catchyLove is Free“, que traz felicidade instantânea; “Shine Over babylon“, que lembra os melhores momentos de THE GLOBE SESSIONS; “God Bless this mess“, que Sheryl canta em frente à Casa Branca; e a distópica e cômica “Gasoline“.

São poucos os artistas cujos CDs eu ainda compro, e Sheryl Crow faz por merecer mais uma vez com DETOURS.

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