GARÇONETE

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Eu adoro filmes que fingem ser alegres mas na verdade são bem tristes, e GARÇONETE é o exemplo mais recente . Misturando clichês de comédias românticas com escolhas surpreendentes, o filme só não é mais delicioso que as tortas preparadas pela protagonista vivida por Keri Russell (excelente – e aliás, que voz grave que ela tem! Em FELICITY não era assim).

O filme narra aquela história que estamos cansados de saber: mulher em cidade do interior e infeliz no casamento quer uma vida melhor ao lado de um homem que realmente a ama (no filme vivido por Nathan Fillion, revelando insuspeito talento para a comédia). A novidade da história é que a personagem está grávida do marido que odeia – e de certa forma passa a detestar a criança também, por mais que decida não abortar.

A melhor coisa do filme é mostrar os personagens além dos estereótipos, revelando o ponto de vista de cada um: as divertidas colegas de trabalho, o marido carente mas ao mesmo tempo violento etc. Fica difícil julgar quem é o ‘certo’ ou o ‘errado’ na história, porque todos, de alguma forma, têm algum motivo justo para as suas qualidades e defeitos.

Agridoce no melhor estilo LITTLE MISS SUNSHINE, ainda tem o mérito de ter um final previsível e ao mesmo tempo surpreendente. Só vendo pra saber…

(Anderson)

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