Rapidinhas duplas

Filminhos sessão dupla aos quais assisti esses dias:

Dupla ‘Oscar Wilde’:

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UM MARIDO IDEAL: Elenco ótimo (Jeremy Northam e Rupert Everett do lado masculino, Cate Blanchett e Julianne Moore do lado feminino) e uma adaptação correta e envolvente.

ARMADILHAS DO CORAÇÃO: Adaptação fraquinha da melhor peça de Wilde, THE IMPORTANCE OF BEING EARNEST. O diretor é Oliver Parker (que também dirigiu o filme acima), mas o que vale mesmo aqui é o elenco britânico de peso: Everett novamente do papel do dandi wildeano por excelência e Judi Dench divina como Lady Bracknell. Reese Witherspoon entra de penetra.

Dupla ‘pastiche’:

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THE GOOD GERMAN: Esse filme vai bem longe no pastiche: o diretor Steven Sordenbergh chegou a usar câmeras e técnicas de iluminação dos anos 40. Cate Blanchett prova porque é a reencarnação de Katherine Hepburn (mais do que em O AVIADOR), mas é pena que o apuro técnico não signifique uma boa história.

CORPOS ARDENTES: O filme citado por todo os manuais pós-modernos. Na época em que o nome de Lawrence Kasdan só não era mais quente que as curvas de Kathleen Turner (naqueles papéis de sereia lânguida), causou sensação. A produção segue timtim por timtim a cartilha noir mas tem um quê a mais: cenas de sexo tórridas.

Dupla ‘cinema independente’:

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MISTÉRIOS DA CARNE: Excelente produção que aborda tema pesado (pedofilia) com honestidade mas também sensibilidade. Um dos finais mais tristes dos últimos tempos (com música estupenda de Sigur Rós). Confirma Brady Corbet e, especialmente, Joseph Gordon-Levitt como grandes atores da nova geração..

O MUNDO DE LELAND: Ruim demais. Se esforça tanto pra ser profundo, que chega a irritar. Só Ryan Gosling consegue dar dignidade no papel título.

Dupla ‘amor maior que a vida’:

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SEGUNDA CHANCE: Laura Linney e Topher Grace em grandes atuações nesse drama um tanto imperfeito, mas que conquista pela simplicidade com que aborda situações cotidianas.

A VIÚVA DE SAINT-PIERRE: Juliette Binoche e Daniel Auteil tentam salvar um condenado da guilhotina – nem que para isso arruinem a própria felicidade. O maior exemplo de altruísmo que já vi em cinema que, em mão menos hábeis que as de Patrice Leconte, beiraria o ridículo. Binoche, mais do que nunca, brilha.

(Anderson)

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